Cursos de formação

Em 2014, o Movimento Boa Praça fez parte do curso Artivismo, promovido pelo SESC Pompéia, no qual ministrou uma oficina sobre mobilização. Os alunos da oficina participaram, na sequência, de uma ação de revitalização na Praça Santa Inês, em Ermelino Matarazzo, realizada pelo Movimento Boa Praça em parceria com outros movimentos que atuam na cidade, como Ateliê Azu, Revitarte, Nomas e Acupuntura Urbana. Em dois dias de ação, um banco foi instalado, uma grande limpeza foi realizada, azulejos decorativos e murais de grafite foram colocados e pintados para dar nova cor ao local. Também organizamos um supercampeonato de bolinhas de gude, além de um piquenique comunitário. Os desejos da população do entorno foram recolhidos em um grande varal, com vistas a continuar a mobilização e, para encerrar, houve um belo show do grupo Palimpsesto.

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Em 2010, o Movimento Boa Praça realizou, em parceria com a Associação ProScience, o Projeto Boa Praça.

Selecionado pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) e financiado por meio do Fundo Especial do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (FEMA), o projeto teve como núcleo de atuação a praça Amadeu Decome, na Lapa, zona Oeste de São Paulo.

Seus objetivos? Realizar um diagnóstico da praça e da comunidade em seu entorno, mobilizar os moradores e formar Agentes Socioambientais Locais que pudessem amplificar e replicar boas práticas.

O Projeto Boa Praça foi dividido em três etapas. A primeira  consistiu num Diagnóstico Local. Foram entrevistadas 301 residências num raio de 1 km em torno da praça. A pesquisa buscou respostas para explicar as relações dos moradores com o espaço, com os estabelecimentos, e entre vizinhos. Foram investigadas também a visão e as expectativas dessa comunidade sobre os espaços públicos do bairro.

Aqui estão as perguntas e os resultados dessa análise:

http://boapraca.wordpress.com/analise-dos-resultados-do-diagnostico-do-bairro-segundo-os-diferentes-distritos/

A segunda etapa foi de Mobilização. A ideia era envolver os moradores ativamente. Para isso, foram realizados diversos encontros com atividades integradoras, como oficinas, vivências, diálogos, exibições de filmes e piqueniques.

A terceira etapa do projeto mostrou ferramentas práticas de ação, para formar Agentes Socioambientais Locais (ASLs). Um ASL é um articulador comunitário, com visão abrangente do local em que vive. Tem conhecimento tanto de seus aspectos geográfico, biológico, social e cultural quanto econômico —  e, principalmente, entende como esses aspectos se relacionam.

Como resultado do Projeto, duas turmas de Agentes Socioambientais Locais se formaram. Essas lideranças são hoje agentes de mudança que podem atuar tanto na localidade quanto em outros bairros, para diagnosticar, mobilizar e articular melhorias, em busca de uma cidade mais humana.

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